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Perguntas mais frequentes.

Qual e o principal conceito do sistema keahana?

Entrevista revista Fluir set 2009

É o desenvolvimento de projeto buscando a construção junto aos shapers de um equipamento que una alta  performance e durabilidade auxiliando assim o resgate da arte de se fazer uma prancha artesanal com performance e qualidade. Aumentando as reais chances dos surfistas e atletas em ter uma prancha mágica, com maior tempo de vida e proporcionar um desenvolvimento técnico muito mais consistente, oferecendo um produto com alto valor agregado tanto em performance como economicamente, tendo 100% de cuidado com nosso planeta, pois todo o processo desde a produção das matérias primas até a fabricação da prancha, possibilita a reciclagem de todo o material usado sem desperdícios.  
Esse conceito vem sendo desenvolvido por mais de uma década.  Vários Shapers, como: Silvio Zampol, Ricardo Martins ,Luciano Leão entre outros , ajudaram na direção do conceito, entretanto quando Ricardo Martins colocou 2 pranchas de PU/POLIESTER apoiadas numa parede, uma nova e outra  com 6 meses de uso na mesma posição, pressionou as duas contra a parede e a prancha usada flexionou muito mais  e com mais facilidade do que a nova. Ele olhou para mim e disse: “Resolve isso”. Foi ai que entendi a importância do tensionamento.
Vou dar como exemplo a tecnologia que todos conhecem, pois está no mercado desde 1958, as pranchas convencionais. Essas pranchas utilizam blocos de PU ( POLIURETANO ) e revestimento de resina de poliéster , e esse material não tem memória e a prancha em funcionamento sofre compressão, torção e tração, o que provoca a  “fadiga estrutural”, ou seja, perde a tensão muito rápido.

Uma prancha com fadiga estrutural executa um arco cada vez maior e fica mais tempo dentro d’água, gerando maior arrasto perdendo projeção e velocidade. O uso de um equipamento convencional por atletas atinge essa fadiga rapidamente e acaba empenando, lembre-se que estou falando de desempenho e não de durabilidade.

Porque o sistema keahana oferece maior vida útil a prancha (em termos de durabilidade e desempenho)?

Isso se deve a três pontos fundamentais:
A sua estrutura, flutuabilidade e seu tensionamento, devido a combinação de materiais específicos para suportar esses tipos de esforços e funções mecânicas como flexão, torção e compressão. A forma de construção foi desenvolvida especificamente para suportar  tais esforços.
Quanto a estrutura, é certo que a keahana quando sofre uma pancada ela não fissura tão fácil quanto as outras, ela assimila a  pancada, dissipando a energia, mantendo a integridade estrutural do equipamento,  isso chamamos de resistência mecânica. Quanto a resistência térmica, que é quando  há mudanças de temperatura com grande amplitude, tipo estar com a prancha dentro ou em cima do carro à 60º de temperatura  e colocá-la na água à 12º C sem riscos de rompe-la ao entrar numa onda. Essa resistência térmica proporciona a  absorção e dissipação desse calor sem afetar a estrutura da prancha, fazendo que ela mantenha suas características por muito tempo.
Quanto ao desempenho  isso é  devido a projeção e o alto poder de flutuação, que proporciona maior velocidade, e com a estrutura tensionada as projeções são potencializadas .

Funciona assim: Quando se bota o peso em uma manobra sobre a prancha ela aceita a flexão, e a deflexão é imediata, te projetando para fora d’água, fazendo com que você tenha em qualquer manobra uma aceleração continua, e isso chamamos de Jump.

Qual a diferença entre o sistema Keahana Epóxi e as pranchas de epóxi existentes no mercado?

Primeiro: É um produto que foi desenvolvido e projetado especificamente para a construção de uma prancha de surf ;
Segundo: o tensionamento prolongado significa que seu funcionamento durará algo em de 2800h, aproximadamente 6 anos de uso, pois temos pranchas com atletas há mais de oito anos, que continuam funcionando como se fossem novas. É um equipamento de grande resistência mecânica. Tem uma flexibilidade adequada, e esse é o ponto de equilíbrio, nem muito flexivel nem muito rígida. Nas manobras de maior pressão onde a prancha é solicitada, há um grande esforço e ela tem a resposta de projeção potencializada a carga imprimida nela, ou seja, é uma prancha que tem  respostas mais rápidas nas manobras.

Concluindo, sempre mantivemos o foco de desenvolvimento da Keahana a partir da construção de asas de planadores, que exige suportar essas forças físicas geradas por altas velocidades e que são bem semelhantes as suportadas por uma prancha de surf numa onda. 

Qual a diferença entre o sistema keahana Epóxi e as pranchas de epóxi hoje existentes no mercado?

Vou apontar o que nós corrigimos em relação aos outros sistemas.
Fire wire tem um problema estrutural devido a sua longarina de madeira ser na borda, quando ocorre uma fissura a madeira absorve a água, com isso ela apodrece e ganha peso, é muito difícil tirar toda a água do equipamento para reparo. A Surftech desenvolveu agora um segundo modelo mais flexível, mas ainda está longe da flexão de uma prancha de poliéster.

No mercado brasileiro as pranchas de EPS, com ou sem longarina, revestidas com resinas epóxi, acredito  que estão fadadas ao mesmo destino das de EPS fabricadas nos Estados Unidos. Com o fechamento da Clark Foam em 2005, todas as fabricas foram obrigadas a apostar  nessas pranchas, o que foi uma grande confusão para o consumidor.

 Os próprios fabricantes de pranchas começaram a atuar como engenheiros e químicos, para fabricação de suas pranchas devido ao desaparecimento repentino de quem fornecia 70% da materia prima necessária, a Clark Foam.  O mais rapido e econômico  foi pegar os materiais de fácil acesso como EPS destinados a forração, colar uma longarina e utilizar resinas de revestimentos transparentes, tipo resinas epóxi de piso, e de telhas, pois são mais baratas e transparentes, entretanto geraram alguns sérios problemas. Esse tipo de material ao atingir 60ºC , suas moléculas se quebram e amolecem para poder expandir e acompanhar o dilatação do piso por exemplo.
Imagine esse efeito numa prancha quando ela está dentro do carro num dia de sol! A prancha ficará com a estrutura mole e a pressão interna se expandirá, dilatando a prancha que ao entrar na água se esfria e endurece . Com esse trabalho de dilatamento e retração continuo, a estrutura da prancha vai laceando igual a uma prancha de PU, sem contar problemas como quebra, delaminações e  amarelamento .

 Com isso as fabricas americanas retornaram as pranchas de PU. Pois houve tempo suficiente para que outras fabricas de poliuretano surgissem no mercado e as que já existiam ganhassem fôlego para aumentarem sua produção e distribuição. A desconfiança para o EPS /Epóxi nasceu e disseminou negativamente. Essa é uma das razões que não nos incluimos no chamado  “Prancha de epoxy “, Keahana está além disso , não somos um pedaço de EPS qualquer revestido por uma resina comprada ali na loja de ferragem.

A keahana criou um padrão na forma de fabricação garantida em cima de uma engenharia própria, um conceito.

Quais os Atletas patrocinados pela keahana?

Aqui no Brasil nós fornecemos equipamentos para os atletas:  Cristiano Guimarães, Jean da Silva, Ruda Carvalho, Vine Furtado, Sifu, Barbara Segatto.  Cristian Kimerson campeão brasileiro amador 2009 e Daison Pereira , campeão do super surf Bahia , e  no kite surf   Marcelo Cunha . Nos Estados Unidos e Hawaii temos o havaiano Ezekiel Lau, Campeão Americano NSSA 2009; , Magno Martinez, campeão latino americano e Sunny Garcia, Campeão mundial .

Esses nomes internacionais são resultados do trabalho de 4 anos da keahana americana dirigida por Raul Espinosa.
Fora do Brasil a lista é grande, principalmente nas categorias de base, pois por serem muito jovens , eles se adaptam mais rapidamente a velocidade e a projeção dessa tecnologia. Esse trabalho com atletas é feito por todo o grupo como na Europa,  Austrália , Nova Zelândia , Hawaii, Peru, Chile Porto Rico e agora no Japão. Aqui no Brasil fornecemos equipamentos por volta de 40 atletas em diferentes categorias, e pelo mundo temos  173 atletas.

Porque as pranchas fabricadas com poliestireno e resina epóxi ainda não fazem parte do quiver dos principais atletas do circuito mundial?

A realidade não é bem essa como muitos  pensam .Por motivos contratuais e de testes , vários atletas usam algum tipo de tecnologia EPS / Epoxi sem divulgá-la . Essas tecnologias demandam tempo para muitos testes e ajustes entre os shapers e atletas, pois achar o ponto exato de flexibilidade , tensionamento , projeção e controle  não é simples, porem vários atletas estão usando sim , e cada vez mais aprimorando e evoluindo as pranchas.  Os shapers são os principais responsáveis por desenvolver essas novas linhas para dar controle as altas velocidades atingindas por esses foguetes.

Posso afirmar que na etapa do WCT em Trestles em setembro de 2009, o 2º colocado Dane Reynolds , o 3º Kelly Slater e o 5º Michel Bourez, usaram EPS /epoxy. Heitor Alves em 2008  obteve um 5ºlugar em Trestles utilizando uma Keahana .  Aos poucos essa tecnologia se firma e muito em breve teremos resultados divulgados oficialmente, estamos a vias disso dentro do WCT, é questão somente de acertos contratuais, podem contar com isso.

 

Flavio Carioca Figueiredo
Diretor Presidente
Keahana international group